quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Síndrome do Pânico


É um transtorno caracterizado por episódios de pânico, ou seja, de repente sente-se algumas alterações no corpo, que causam desconforto e medo de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou coisa parecida. Neste momento, a pessoa se desconecta do mundo e passa a perceber somente as reações do seu corpo. Uma vez em pânico ela vai sentir sensações sufocantes como dor no peito, falta de ar, tontura formigamento nas mãos e passa a acreditar que esta mesmo sofrendo de grande problema de saúde, são sensações horríveis e reais. É muito comum a pessoa sair abruptamente do local e procurar ajuda num pronto socorro.
O estresse é um dos principais causadores da síndrome do pânico, sendo responsável por 80% dos crises de pânico. As drogas representam outro enorme fator de risco, desde os “energéticos”, na realidade estimulantes do sistema nervoso, até, evidentemente, as drogas ilícitas e também o uso de bebias alcoólicas. Abuso de medicamentos, doenças físicas e ainda predisposição genética.
A síndrome do pânico acomete, principalmente, mulheres (na proporção de 2:1 em relação aos homens) no final da adolescência e início da juventude, mas também pode ocorrer em qualquer idade.

A partir da primeira crise da síndrome do pânico é comum o medo e a ansiedade antecipatória de ter outra crise parecida. A pessoa passa a ter medo de sentir medo e começa a restringir alguns locais ou situações que possam colocá-lo novamente em pânico, é o que chamamos de fobia.
Além desta ansiedade e de várias fobias, o portador também se preocupa em evitar lugares cheios demais, ou muito fechados que não dá para “fugir” se precisar de ajuda imediata (agorafobia).
Muitas vezes o portador de pânico pode ser visto como uma pessoa medrosa, fraca e às vezes as pessoas não têm muita paciência, principalmente se já foram feitos vários exames e nada foi detectado.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA SÍNDROME DO PÂNICO

A pessoa está numa situação de tranqüilidade. Em casa, vendo TV, lendo ou conversando com amigos. De repente “aquilo” VEM! Uma sensação horrível de terror, vindo aparentemente do nada, toma conta dela.
O coração dispara, há sensação de sufocação, tontura, tremores, as pernas ficam bambas e ele acha que vai morrer, que vai ter um ataque cardíaco, ficar louca ou perder o controle.
Essa sensação é terrível, uma das mais angustiantes narradas pelo ser humano, dura cerca dez minutos entre o inicio e o final. É o chamado ataque de pânico. Se esta pessoa apresentar um único ataque seguido de medo de ter outro ou se os ataques se repetirem ela desenvolve o Transtorno de Pânico.
Os principais sintomas da síndrome do pânico são: taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de calor e frio, tontura, sensação que vai desmaiar, ter um enfarto, derrame, pressão na cabeça, sensação que o ambiente é estranho (perigoso), perigo de morte, medo de sair de casa, medo de fazer as coisas mais simples como viajar, dirigir, ir a lugares com muita gente.


 Como um psicólogo pode ajudar

Sem tratamento adequado, a síndrome do pânico é altamente incapacitante, levando o paciente a não sair de casa, mesmo para atividades muito importantes, muitos chegam inclusive a abandonar o trabalho.
O tratamento ideal é a combinação entre o tratamento Psiquiátrico e o tratamento Psicológico
O psiquiátrico, através do uso de antidepressivos e/ou ansiolíticos, tem como finalidade acabar com os efeitos físicos, provocados pelo desequilíbrio bioquímico.
O tratamento psicológico, através de Psicoterapia Comportamental e Cognitiva, é de extrema importância para a eliminação os medos/fobias, diminuição da ansiedade e extremamente necessário para reconduzir o paciente à sua vida normal, através da mudança de atitude perante a doença.
O entrosamento e a vontade de se curar do paciente é fundamental para o tratamento
Apesar da gravidade dos sintomas, a síndrome do pânico mostra bom prognóstico ao tratamento: cerca de 70 a 90% de recuperação. Mas o INMH (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) adverte que apenas um terço das pessoas que tem síndrome do pânico recebem tratamento adequado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Psicoterapia..... vale a pena??!!

Milhares de pessoas estão insatisfeitas com o que são ou como estão. Desejam se livrar das fobias, manias obsessivas, conseguir dormir direito, ter forças para sair da cama pela manhã, deixar para trás dificuldades sexuais ou simplesmente achar a vida mais interessante.
Mas existe a dúvida se vale a pena gastar tempo e dinheiro com isso?
Afinal terapia funciona???

Sim dezenas de pesquisas neurológicas provam que sessões de psicoterapia modificam conexões neurais e padrões de comportamento.
Através do processo de conscientização do EU, autoconhecimento, descoberta da raiz das suas motivações e traços de personalidade, chega-se a mudanças / eliminação de comportamentos indesejáveis e dolorosos.

Este processo envolve passos como:

@ Rever o passado com intenção de dar novo significado a ele.
@Tomar consciência e fazer descobertas de si mesmo.
@ Responsabilizar-se pelos seus problemas e deixar de culpar os outros e a si mesmo. Responsabilizar-se não significa culpar-se pelos infortúnios da vida e sim querer mudá-los.

A palavra TERAPIA vem do grego TERAPEÚEIN e significa assistir, cuidar.

Desabafar com um amigo ou mesmo conversar com alguém atencioso, aderir ao modismo das terapias alternativas, massagens, etc pode ter um efeito terapêutico, porém não são métodos que podem afastar o sofrimento/ sintoma por meio de técnicas apoiadas em fundamentação teórica. Desta forma o processo de tratamento psicoterápico deve ser assistido sempre por um profissional da área da Psicologia.
As técnicas alternativas são ótimas para outros sintomas e não os de ordem emocional/psicológicos.